segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Stern: Ceticismo não deve minar acordo climático.


Um principal economista britânico da mudança climática advertiu terça-feira que aqueles que duvidam da ciência do aquecimento global estão confusos - e disse que seu ceticismo não deve minar os esforços para alcançar um acordo sobre o clima na Dinamarca.
Site Oficial da COP-15 : http://en.cop15.dk/

Esperança e pedidos de ação marcam abertura de conferência climática da ONU.




COPENHAGUE – "Depois de dois anos de negociações, chegou a hora deagirmos", disse Yvo de Boer, Secretário-Executivo da Convenção doClima na abertura da Conferência Climática da ONU em Copenhague.


Boer afirmou, durante seu discurso, que ações sólidas serão necessárias durante as próximas duas semanas para que se chegue a um acordo internacional para lidar com a mudança climática. "Teremos oito dias para preparar um pacote funcional de propostas imediatas e a longo prazo, que possa ser endossado pelos líderes mundiais" em sua chegada à capital dinamarquesa na próxima semana, disse De Boer. "Eu peço que vocês deem continuidade ao que foi feito até agora e transformem isso em ações".
Antes de De Boer, o primeiro-ministro da Dinamarca, Lars LoekkeRasmussen, recebeu os delegados mundiais anunciando que "estamosreunidos aqui para tomar decisões difíceis, porém necessárias paralidar com os problemas do nosso futuro".


"Eu tenho certeza que ninguém aqui menospreza os desafios que teremos que enfrentar, mas diferenças podem ser sobrepujadas se houver vontade política", disse Rasmussen. "O mundo está depositando suas esperanças em vocês por um curto período de tempo na história da humanidade".
A prefeita de Copenhague, Ritt Bjerregard, também falou aos presentes. "A praça central de Copenhague se tornará o centro mundial para a esperança por um acordo climático" na COP15, por isso a cidade foi apelidada de Hopenhagen” (trocadilho com o nome da capitaldinamarquesa e a palavra Hope, esperança em inglês). "Por favor, nosajudem, cheguem a um acordo", ela pediu.
Rajendra Kumar Pachauri, presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), foi o único a falar sobre o recenteincidente no vazamento de emails de cientistas da Universidade de EastAnglia, dizendo que isso mostra como "alguns chegarão a cometer atosilegais para para tentar manchar a imagem do IPCC, mas o painel tem um histórico de transparência e prestação de contas que não seráfacilmente abalado".
As descobertas sobre o aquecimento global são baseadas em pesquisascientíficas de uma imensa comunidade internacional supervisionadaatentamente, ele explicou. "Nós garantimos que cumpriremos nossasmetas e honraremos a confiança que vocês depositam em nós", disse.
Cerimônia atrasada
A cerimônia de abertura da Conferência Climática da ONU em Copenhague teve início com quase uma hora de atraso, às 7h42 de Brasília, com a apresentação do filme "Please Help the World" (Por favor ajude o mundo, em tradução literal) do dinamarquês Mikkel Blaabjerg Poulsen. No filme, uma menina sonha com a destruição do mundo pelos efeitos da mudança climática.
Em seguida, houve uma apresentação do Coral Nacional de Meninas daDinamarca que interpretou a música "All life is your life" ("Toda vidaé sua vida", em tradução literal), composta e acompanhada pelotrompetista de jazz dinamarquês Palle Mikkelborg. A composição contémfragmentos de um poema norueguês, bem como de canções originárias da Groelândia, Dinamarca e Ilhas Faroe.


A cerimônia foi encerrada com a deposição do presidente da COP14, Maciej Nowicki, e a eleição da Ministra do Meio Ambiente da Dinamarca,Connie Hedegaard, como presidente da COP15. "Eu prometo ouvi-los egarantir transparência", ela disse durante seu discurso de posse.
"Nunca haverá maior vontade. Está é a nossa chance, se perdermos a oportunidade serão precisos anos para que outra apareça", disse Hedegaard. "Usem todas suas habilidades para pavimentar o caminho para os líderes mundias que esperam adotar um acordo internacional em 11 dias".
Cerca de 15.000 delegados de 192 países, além de milhares deobservadores, manifestantes, membros da imprensa, se encontram emCopenhague para o que o Secretário-Executivo da Convenção do Clima,Yvo de Boer, chamou de "o maior show da Terra".

Especialista avalia que conferência do clima não terá resultados concretos.

São Paulo - O físico e professor da Universidade de São Paulo (USP) José Goldemberg afirmou hoje (7) que as discussões durante a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-15) não devem resultar em algo concreto. Segundo ele, as propostas de redução de emissões de gases do efeito estufa de países como Estados Unidos, China, Índia e Brasil são difíceis de ser conciliadas, ou seja, não se chega a um número que seja válido para todos. “O Protocolo de Quioto sob esse ponto de vista foi simples. Os países industrializados eram obrigados a reduzir suas emissões em 5%. Agora não, é uma variedade de propostas e é difícil ver qual é o tipo de acordo que acabará sendo feito. Eu tenho impressão de que as coisas seguirão mais o caminho que havia sido anunciado antes da conferência. É uma garantia de que vai se chegar a um número, mas que será adotado provavelmente na conferência do ano que vem.”Os Estados Unidos prometeram corte de 17% das emissões até 2020. A China anunciou compromisso de corte entre 40% e 45% por unidade de Produto Interno Bruto (PIB) até 2020. Já o Brasil assumiu o compromisso voluntário de reduzir as emissões de gases de efeito estufa entre 36,1% e 39,8% até 2020.Na avaliação do professor, a proposta brasileira é um avanço em relação à posição anterior do governo, mas é difícil de entender por não ser um número exato, o que trará dificuldade aos negociadores internacionais. “O governo brasileiro propõe que sejam reduzidos 36% abaixo do nível de emissões que ocorrerá em 2020 e nós precisamos saber o que ocorrerá em 2020. Não é um número concreto. Se o país crescer muito a proposta significa uma redução importante. Se crescer pouco a redução vai ser pequena”. Para Goldemberg, desta vez os Estados Unidos, único país rico a não assinar o Protocolo de Quioto, não poderão ignorar a proposta que sairá da COP-15, mas tentarão interferir para que o novo acordo para o clima não “doa muito”. “Eles não vão fugir porque esse governo atual está totalmente comprometido.”

Fonte : Agência Brasil

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Ministérios publicam regulamentação do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas.

Brasília - Os ministérios da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente publicam no Diário Oficial da União de hoje (28) portaria que regulamenta as ações do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas.
A finalidade é disponibilizar informações técnicas e científicas sobre as mudanças climáticas e os impactos no desenvolvimento do país. A iniciativa é inspirada no Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU.
Pelo painel, o país deverá atualizar e completar as informações referentes aos efeitos climáticos e colocar esse conhecimento, organizado em forma de relatórios, à disposição da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, dos governos e de todas as instituições e pessoas interessadas no assunto.
Pesquisadores de instituições públicas e privadas brasileiras serão incentivados a organizar e ampliar a produção científica sobre os efeitos das mudanças do clima no território nacional. Toda essa produção, seja científica, técnica ou socioeconômica será analisada pelo Painel.

Fonte : Agência Brasil

Temperatura da Terra poderia subir 4ºC em apenas 50 anos, diz estudo



Um relatório do principal centro de pesquisas sobre mudanças climáticas da Grã-Bretanha alertou nesta segunda-feira para um aumento de 4º C na temperatura do planeta em apenas 50 anos caso as emissões de carbono não sejam reduzidas em breve.
O estudo do Centro Hadley, financiado pelo governo britânico, constitui o alerta mais grave já divulgado sobre o aquecimento global desde que o Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC), órgão científico da ONU, estimou em 2007 que a temperatura do planeta pode subir entre 1,8ºC e 4ºC até o fim deste século.
Utilizando novos dados a partir de análises sobre o ciclo do carbono e de observações atualizadas de emissões de países emergentes, como China e Índia, as conclusões não apenas reforçam a possibilidade do pior cenário do IPCC como reduzem pela metade o tempo disponível para ação.
Segundo o Centro Hadley, em um cenário de altas emissões, o derretimento de neve e gelo no Ártico poderia elevar a absorção de raios solares e elevar a temperatura ártica em até 15,2 ºC.
Secas atingiriam severamente o oeste e sul da África, afetando a disponibilidade de água, segurança alimentar e saúde da população.
O estudo diz que "todos os modelos" indicam reduções na precipitação de chuvas também na América Central, no Mediterrâneo e partes da costa australiana. Em outras áreas, o aumento da temperatura em 50 anos poderia ser de 7º C, disse o estudo.
Já o padrão das chuvas seria severamente afetado na Índia - onde o nível de precipitações poderia aumentar 20% ou até mais, piorando o risco de enchentes.
Não bastasse o cenário consideravelmente pior do que os cientistas pensavam, o estudo alerta ainda que, em um cenário de emissões altas, a previsão de aumento de 4º C podem ser "adiantada em 10 anos, ou até 20 anos em casos extremos".
Entretanto, concedem os cientistas, ainda há tempo de evitar o pior cenário se as emissões de carbono começarem a baixar de nível dentro da próxima década.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

'Recessão provocou forte redução de emissões', diz FT.

A recessão mundial provocou uma queda "sem paralelos" nas emissões de dióxido de carbono (CO2) no mundo, de acordo com reportagem publicada no jornal britânico Financial Times nesta segunda-feira.
O diário econômico teve acesso a um estudo da Agência Internacional de Energia (AIE), que só deve ser divulgado no dia 6 de outubro, em Bangcoc, no início da última rodada de negociações para um acordo sobre o clima, antes da reunião de Copenhague, em dezembro.
Segundo o FT, a agência internacional constatou que a redução de emissões de CO2 teve um "declínio significativo", maior do que o da recessão de 1981, que antecedeu a crise da Opep. Segundo a agência, isso abriria uma "oportunidade única" para uma guinada rumo a uma economia de baixas emissões.
O estudo também confirmaria, segundo o jornal britânico, os resultados de políticas governamentais para cortar as emissões. A AIE estima, segundo o FT, que cerca de um quarto da queda registrada se deva a isso.
A proporção é "sem precedentes", de acordo com o relatório, que será incluído na publicação anual World Energy Outlook em novembro.
Fonte : BBC Brasil

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O dia da amiga árvore

Em 21 de setembro comemoramos e homenageamos o símbolo da preservação ambiental, as árvores. Mais do que isso, a data é uma “boa desculpa” para aprendermos sobre sua importância.

Para ver a matéria completa acesse Planeta Sustentável